Sobre a parada...
Terça-feira, Junho 24, 2008Esse blog não acaba aqui. Faz muito tempo que não escrevo nada para o livro e, mesmo nas últimas ocasiões em que escrevi, foi tão pouco que não chegou a mudar nada significativamente.
Com o livro parado, não faz sentido fazer as atualizações mensais, afinal, não há nada de novo.
Mas é claro que eventualmente baterá aquela vontade e eu escreverei bastante e ficarei com vontade de atualizar o blog também. Atualizar várias vezes se possível. Por isso, você que ainda passe por aqui, não precisa se preocupar em aparecer todo mês. Venha quando sentir muita vontade e, quem sabe, haverá uma surpresa...
Sobre as disciplinas...
Terça-feira, Maio 20, 2008Todo ano, o IEMA distribui para os alunos uma incrível lista de matérias. Algumas são semestrais, outras anuais, outras mensais. Há disciplinas gerais, específicas e ainda mais específicas. Há, inclusive, disciplinas que visam adiantar o conteúdo que o aluno terá em sua escola na Terra. Cabe aos alunos decidir as cadeiras que vão cursar, sem nenhum tipo de obrigatórias.
Alguns professores dão somente uma disciplina, mas não há limite. Alguns podem até tirar um período de folga e não dar nenhuma aula (só vão precisar se acertar com a diretora depois, obviamente). Alguns alunos formados, conhecidos como estudiosos, também podem se atrever na missão de dar aulas caso tenham interesse acadêmico. Não há regras sobre as avaliações ou as presenças exigidas. Tudo é acertado diretamente com os alunos.
Obviamente, isso implica em um número variável de alunos por turma (não há divisão por idade) e em turmas sem alunos, algo que acontece com uma certa freqüência. Alguns professores exigem um mínimo de estudantes para abrir turma (sim, há aulas individuais) e outros impõe um número máximo. Também já ocorreu de alunos se juntarem e pedirem uma matéria, mas isso é raro, afinal, há tantas opções que é difícil alguma coisa ficar de fora dos domínios do IEMA.
Vale lembrar que isso não é válido para todas as escolas.
Sobre o tempo...
Quinta-feira, Abril 17, 2008O post desse mês tem uma finalidade dupla. A primeira é comentar como ando atarefada. Isso é triste porque sinto vontade de escrever para o livro, mas coloco outras atividades como prioritárias e acabo não escrevendo nada. Já comecei a fazer o planejamento detalhado da parte quatro, mas só comecei. Fiz muito pouco ou talvez nada depois disso. Queria poder voltar a mergulhar nesse universo a ponto de poder interagir com meus personagens. Há muito tempo não faço isso. Infelizmente.
O outro objetivo é mencionar a questão do tempo no mundo de Avlaize. Infelizmente (e detesto o fato dessa palavra aparecer aqui com tanta freqüência), não poderei me aprofundar. Em parte pela razão explicada no parágrafo acima e em parte para manter o mistério.
A definição que temos de tempo é, muitas vezes, errada. Tempo não é minutos, segundos, horas, dias, uma volta ao redor do Sol, etc. Essas são maneiras de se medir algo que não podemos ver, tocar, sentir. É estranho o fato. Não sentimos o tempo. Sentimos os efeitos de sua passagem. Vemos as crianças crescerem e as rugas surgirem. Ouvimos algo que começa em algum ponto do tempo e termina em outro. Linearmente. Por isso é difícil explicar como você vai para um local tão distante quanto o IEMA, passa muito tempo lá (tempo esse que você mede com relógios e calendários) e volta como se nada tivesse acontecido. Muitos nem percebem, mas os mais sensíveis notam que há algo de errado nos dias em Avlaize. O tempo é mais lento? Mas as coisas acontecem na mesma velocidade... Como isso é possível?
E é nesse ponto da divagação que termino.
Imagens do Portal...
Domingo, Março 16, 2008Eu já coloquei um desenho do Portal antes, mas como tive a oportunidade de fazer o desenho em mais duas versões para a faculdade aqui está ele de novo (e agora é desenho de verdade, não no computador). A versão em caneta está mais bonita, mas devo ter errado em algum lugar e ele começou a ficar meio retangular. A versão a lápis está mais precisa.
Peço desculpas pela qualidade, mas como meu scanner só suporta desenhos em A4 (e esses são em A3) tive que tirar fotos.
Mais algumas perguntas...
Domingo, Fevereiro 17, 2008Se você tivesse a oportunidade de escolher entre lembrar ou esquecer alguns períodos da sua vida, o que você escolheria?
O que o faria querer lembrar?
O que o faria querer esquecer?
Você deixaria outros decidirem isso por você?
O que o faria se arrepender da decisão que tomar?
A frase “só me arrependo do que não fiz” é muito repetida. Mas o que caracteriza o “não fazer”?
A escolha pelo “não fazer” é fazer algo?
Esquecer seria “fazer” ou “não fazer”?
Até que ponto você cresce com as suas experiências?
Aquilo que você não lembra, mas que aconteceu com você, influencia quem você é?
Você é o que você viveu?
Ou existe algo a mais?
Sobre o andamento do livro...
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008O livro que eu planejo escrever, como você que passa por aqui já deve ter percebido, é bem extenso. Para facilitar, tanto para mim quanto para quem porventura chegue a ler, há, além da divisão em capítulos, a divisão por partes. São sete partes ao todo e, no momento, eu estou fazendo o planejamento dos detalhes. Capítulo por capítulo; parte por parte.
Até pouco tempo atrás eu ainda trabalhava no detalhamento da parte três da história. Isso significa que fiz apenas uma parte mínima do trabalho. Cerca de um terço, de acordo com os meus cálculos. Ainda não comecei a quarta parte, preciso de uma verdadeira imersão nesse pedaço de história antes de arregaçar as mangas. Mas em breve o farei.
A cada parte da história eu me surpreendo com alguns personagens, mudo certas situações, enfim, fico envolvida pelo livro e o envolvo com meu controle um tanto quanto maternal. A cada parte, também, eu percebo que há uma demora maior no trabalho. Claro que há um aumento no que deve ser planejado, mas a demora se deve, principalmente, a fatores externos. Ou seja, a medida que o tempo passa eu me vejo com menos tempo livre para cuidar do livro e, infelizmente, com menos ânimo.
Mas isso não quer dizer que pretendo parar! Eu sempre soube que seria um trabalho longo e nunca desejei mudar isso. Quanto mais eu segurar minha história com as minhas mãos, mais eu cuidarei dela. Assim, o ano de 2008 começa com um novo desafio para mim: a quarta parte do livro.
Sobre a Bruna...
Sexta-feira, Dezembro 14, 2007O lema de Bruna Cuttmi é “eu faço bem tudo o que faço, pois faço porque eu quero e sei que posso fazer”. Essa frase já é suficiente para demonstrar o quanto essa garota é determinada, mas, devido a sua limitação óbvia de ser apenas uma frase, não á capaz de explicar a personalidade de Bruna.
Bruna é uma pessoa capaz de “marcar presença” por onde passa. Ela transmite alegria e coragem com seus belos e longos cabelos castanhos e ondulados e sua beleza. É a irmã mais velha de Cadu e Jonatas e, também por isso, mas não exclusivamente, acaba se envolvendo intimamente na história das chaves.
Embora Bruna seja muito diferente dos irmãos (aliás, os três são muito diferentes entre si), ela os ama muito. Cadu foi seu grande companheiro na infância e Jonatas sempre pode contar com todo o seu carinho e apoio.
Para ingressar no IEMA ela foi escolhida por Erick e, mais tarde na vida, percebeu que sua identificação com ele era maior do que imaginava a principio. Bruna sempre fez questão de aproveitar ao máximo sua passagem pelo IEMA e aprendeu grandes lições, mesmo que as mais importantes não tenham vindo das aulas.
Inspirações...
Quarta-feira, Novembro 14, 2007
Uma imagem para ser pensada:
"Bordando el Manto Terrestre", de Remedios Varo (uma das minhas pintoras favoritas, diga-se de passagem).
Interrogatório brusco, mas amigável...
Sábado, Outubro 13, 2007Rê diz:
Posso mudar de assunto?
Evandro diz:
Pode sim. Houve alguma coisa?
Rê diz:
Não, nada. Só falta de criatividade para saber o que postar no Avlaize... Tem alguma idéia?
Evandro diz:
Deixe-me ver... Eu estava pensando... Você apenas disse do ambiente escolar... Do mundo... Os sub-lugares (se é que eu possa chamar assim), existem na história? Tipo, algum local de encontro dos personagens, ou até mesmo algum lugar especial, onde eles podem conversar, debater, interagir...
Rê diz:
Bom, eles não podem sair da escola. É contra as regras...
Evandro diz:
Dentro do colégio, não existe?
Rê diz:
Bom, tem o salão onde são servidas as refeições... E a sala comum... E os dormitórios... E as bibliotecas... Sem contar uma infinidade de salas vazias...
Evandro diz:
Hum... Sei não, é porque nos desenhos, eu ia levando a imaginação de como o colégio poderia ser (e peço desculpas caso eu tenha excedido a história – não quero que você a mude pelas minhas idéias).
Rê diz:
Eu acho interessante que cada um veja o IEMA do seu jeito... Como você imaginou?
Evandro diz:
Bem, eu imaginei um colégio que fosse com uma arquitetura urbana, dando a idéia do nosso cotidiano.
Rê diz:
Arquitetura urbana?
Evandro diz:
Isso. Eu imaginei de duas formas: com a presença do verde (natureza), e sem ela. Não que fosse algo tão clássico. Claro, eu imaginei algumas coisas dentro do colégio.
Rê diz:
Mas as cidades são muito diferentes entre si...
Evandro diz:
Eu sei. É como eu imaginei o colégio.
Rê diz:
É que eu não entendi como você imaginou...
Evandro diz:
Calma, me deixa reformular. Quando eu disse uma arquitetura urbana, eu tive uma base dos colégios japoneses (mais ou menos isso – e era uma boa referência), para criá-lo.
Rê diz:
Agora peguei... O que mais?
Evandro diz:
Nas salas de aula, por exemplo, como não existem janelas, eu criei as salas para que fossem confortáveis para os alunos (como não, né?). E como existem muitas salas, eu saltei a mente pensando de como eu poderia ligar os corredores, as escadas, para que fosse algo único, fugindo deste padrão de colégio que é comum de ser visto no Japão (e aqui também). Eu até tive idéias ousadas, mas enfim, foram coisas que provavelmente iriam sair do padrão que você imagina, pois a minha influência arquitetônica é bastante diferente.
Rê diz:
Certo. Que tipo de idéias?
Evandro diz:
Eu imaginei como todo bom colégio, que o IEMA tivesse um tipo de arquitetura urbana, mas moderna, porém não fugindo da realidade. Não algo futurístico, nem tanto estético. Inovações em coisas comuns, mais para ser exato.
Rê diz:
Exemplo?
Evandro diz:
Uma cadeira.
Rê diz:
Como assim?
Evandro diz:
É. Qual a idéia básica de uma cadeira? Um lugar para se sentar, na maioria das vezes, com desconforto (é, se você parar e observar, rola desconforto – nos colégios, principalmente). Eu foquei justamente neste último ponto.
Rê diz:
O que você fez para resolver esse ponto?
Evandro diz:
O que eu fiz foi o seguinte: a cadeira me deu uma determinada idéia, de criar uma arte. Assim, eu fiz as cadeiras para que fossem com conforto. Imaginei também, seus tipos, para que o colégio, apesar de ser algo cotidiano e comum, tenha determinados tipos para as salas de aula, como se cada uma delas tivesse uma característica.
Rê diz:
Interessante...
Evandro diz:
Por exemplo: na aula de História (numa suposição), uma cadeira que, apesar de ter conforto, mantivesse os alunos acordados. Enquanto outras aulas que precisassem de mais atenção, eu fiz cadeiras ainda mais confortáveis. Uma brincadeira que eu fiz foram pufes. Uma sala de aula com uns pufes, numa aula de, digamos, ciências. Ou então, para quando ocorresse algum debate, que precisasse da sala em círculos (outra coisa que eu imaginei também – uma sala de debate) que usasse ao invés de cadeiras comuns, pufes, para fazer com que os alunos realmente prestem atenção nas aulas, e ainda não ficarem cansados, o que seria maravilhoso.
Rê diz:
É uma boa idéia. Nos colégios americanos há a disciplina de debate...
Evandro diz:
Eu nem sabia disso.
Rê diz:
E como no instituto tem mais de mil disciplinas...
Evandro diz:
Yo! Bem, para a idéia que eu tive para a sala de debate, fui buscar a inspiração nos antigos templos gregos.
Rê diz:
Que chique!
Evandro diz:
Mais, para ser exato, nos antigos teatros. Aquela coisa meio circular, escadas... Você anda assistindo "Heroes"? A referência mais próxima que tem é essa. Deixe me ver outra... Lembra de Matrix?
Rê diz:
Lembro.
Evandro diz:
O conselho. Daquela forma.
Rê diz:
Mais para Matrix ou mais para a Grécia?
Evandro diz:
Pra Grécia. Mas tendendo a ser do cotidiano. Eu modifiquei um pouco o conceito. Sabe, eu fiquei até surpreso comigo mesmo, fazendo os desenhos. Este meu amigo me ajudou muito, porque meus dotes para mangá estão muito em baixa. Só desenhos arquitetônicos que, incrivelmente, eu estou conseguindo fazer com maestria. Mas, enfim, eu tenho mais idéias. A sala de debate seria assim. Com relação aos corredores eu fiquei com um pouco de dúvida.
Rê diz:
Por quê?
Evandro diz:
Por que uma vez que não existem janelas, eu não posso dar uma idéia que eu tenho. Apesar de eu ter feito.
Rê diz:
Como assim?
Evandro diz:
Bem, eu segui as idéias originais, mas também fiz desenhos com aquilo que eu imaginava. Por exemplo: fiz dois opostos. De como seria o IEMA com janelas e sem janelas. Ah sim, e o local completo, tive como base a localidade das gravações de House MD... Algo bem amplo, devido à quantidade de salas. Aí fui levando a mente. Fiz a entrada do colégio com uma estátua de Rumolo... Eu ainda tento imaginar como ele seria... E também fiquei levando a mente com os personagens que ainda estão sendo concluídos.
Rê diz:
Desculpa, preciso dar uma saidinha agora.
Evandro diz:
Ah, ok.
Rê diz:
Tchau.
Evandro diz:
Tchau.
Posso mudar de assunto?
Evandro diz:
Pode sim. Houve alguma coisa?
Rê diz:
Não, nada. Só falta de criatividade para saber o que postar no Avlaize... Tem alguma idéia?
Evandro diz:
Deixe-me ver... Eu estava pensando... Você apenas disse do ambiente escolar... Do mundo... Os sub-lugares (se é que eu possa chamar assim), existem na história? Tipo, algum local de encontro dos personagens, ou até mesmo algum lugar especial, onde eles podem conversar, debater, interagir...
Rê diz:
Bom, eles não podem sair da escola. É contra as regras...
Evandro diz:
Dentro do colégio, não existe?
Rê diz:
Bom, tem o salão onde são servidas as refeições... E a sala comum... E os dormitórios... E as bibliotecas... Sem contar uma infinidade de salas vazias...
Evandro diz:
Hum... Sei não, é porque nos desenhos, eu ia levando a imaginação de como o colégio poderia ser (e peço desculpas caso eu tenha excedido a história – não quero que você a mude pelas minhas idéias).
Rê diz:
Eu acho interessante que cada um veja o IEMA do seu jeito... Como você imaginou?
Evandro diz:
Bem, eu imaginei um colégio que fosse com uma arquitetura urbana, dando a idéia do nosso cotidiano.
Rê diz:
Arquitetura urbana?
Evandro diz:
Isso. Eu imaginei de duas formas: com a presença do verde (natureza), e sem ela. Não que fosse algo tão clássico. Claro, eu imaginei algumas coisas dentro do colégio.
Rê diz:
Mas as cidades são muito diferentes entre si...
Evandro diz:
Eu sei. É como eu imaginei o colégio.
Rê diz:
É que eu não entendi como você imaginou...
Evandro diz:
Calma, me deixa reformular. Quando eu disse uma arquitetura urbana, eu tive uma base dos colégios japoneses (mais ou menos isso – e era uma boa referência), para criá-lo.
Rê diz:
Agora peguei... O que mais?
Evandro diz:
Nas salas de aula, por exemplo, como não existem janelas, eu criei as salas para que fossem confortáveis para os alunos (como não, né?). E como existem muitas salas, eu saltei a mente pensando de como eu poderia ligar os corredores, as escadas, para que fosse algo único, fugindo deste padrão de colégio que é comum de ser visto no Japão (e aqui também). Eu até tive idéias ousadas, mas enfim, foram coisas que provavelmente iriam sair do padrão que você imagina, pois a minha influência arquitetônica é bastante diferente.
Rê diz:
Certo. Que tipo de idéias?
Evandro diz:
Eu imaginei como todo bom colégio, que o IEMA tivesse um tipo de arquitetura urbana, mas moderna, porém não fugindo da realidade. Não algo futurístico, nem tanto estético. Inovações em coisas comuns, mais para ser exato.
Rê diz:
Exemplo?
Evandro diz:
Uma cadeira.
Rê diz:
Como assim?
Evandro diz:
É. Qual a idéia básica de uma cadeira? Um lugar para se sentar, na maioria das vezes, com desconforto (é, se você parar e observar, rola desconforto – nos colégios, principalmente). Eu foquei justamente neste último ponto.
Rê diz:
O que você fez para resolver esse ponto?
Evandro diz:
O que eu fiz foi o seguinte: a cadeira me deu uma determinada idéia, de criar uma arte. Assim, eu fiz as cadeiras para que fossem com conforto. Imaginei também, seus tipos, para que o colégio, apesar de ser algo cotidiano e comum, tenha determinados tipos para as salas de aula, como se cada uma delas tivesse uma característica.
Rê diz:
Interessante...
Evandro diz:
Por exemplo: na aula de História (numa suposição), uma cadeira que, apesar de ter conforto, mantivesse os alunos acordados. Enquanto outras aulas que precisassem de mais atenção, eu fiz cadeiras ainda mais confortáveis. Uma brincadeira que eu fiz foram pufes. Uma sala de aula com uns pufes, numa aula de, digamos, ciências. Ou então, para quando ocorresse algum debate, que precisasse da sala em círculos (outra coisa que eu imaginei também – uma sala de debate) que usasse ao invés de cadeiras comuns, pufes, para fazer com que os alunos realmente prestem atenção nas aulas, e ainda não ficarem cansados, o que seria maravilhoso.
Rê diz:
É uma boa idéia. Nos colégios americanos há a disciplina de debate...
Evandro diz:
Eu nem sabia disso.
Rê diz:
E como no instituto tem mais de mil disciplinas...
Evandro diz:
Yo! Bem, para a idéia que eu tive para a sala de debate, fui buscar a inspiração nos antigos templos gregos.
Rê diz:
Que chique!
Evandro diz:
Mais, para ser exato, nos antigos teatros. Aquela coisa meio circular, escadas... Você anda assistindo "Heroes"? A referência mais próxima que tem é essa. Deixe me ver outra... Lembra de Matrix?
Rê diz:
Lembro.
Evandro diz:
O conselho. Daquela forma.
Rê diz:
Mais para Matrix ou mais para a Grécia?
Evandro diz:
Pra Grécia. Mas tendendo a ser do cotidiano. Eu modifiquei um pouco o conceito. Sabe, eu fiquei até surpreso comigo mesmo, fazendo os desenhos. Este meu amigo me ajudou muito, porque meus dotes para mangá estão muito em baixa. Só desenhos arquitetônicos que, incrivelmente, eu estou conseguindo fazer com maestria. Mas, enfim, eu tenho mais idéias. A sala de debate seria assim. Com relação aos corredores eu fiquei com um pouco de dúvida.
Rê diz:
Por quê?
Evandro diz:
Por que uma vez que não existem janelas, eu não posso dar uma idéia que eu tenho. Apesar de eu ter feito.
Rê diz:
Como assim?
Evandro diz:
Bem, eu segui as idéias originais, mas também fiz desenhos com aquilo que eu imaginava. Por exemplo: fiz dois opostos. De como seria o IEMA com janelas e sem janelas. Ah sim, e o local completo, tive como base a localidade das gravações de House MD... Algo bem amplo, devido à quantidade de salas. Aí fui levando a mente. Fiz a entrada do colégio com uma estátua de Rumolo... Eu ainda tento imaginar como ele seria... E também fiquei levando a mente com os personagens que ainda estão sendo concluídos.
Rê diz:
Desculpa, preciso dar uma saidinha agora.
Evandro diz:
Ah, ok.
Rê diz:
Tchau.
Evandro diz:
Tchau.
Sobre términos...
Sábado, Setembro 15, 2007Eu até adiei um pouco para escrever o post desse mês. Esperava conseguir terminar de escrever o planejamento detalhado da parte três antes, pois tenho escrito para o livro nos últimos dias (algo que havia se tornado raro). Infelizmente, isso vai ficar para o próximo mês ou para o seguinte.
A questão é que nunca é fácil terminar de escrever uma parte do livro. É todo um ciclo que se fecha e precisa ter suas pontas encontradas. Afinal, embora a história seja contada em sete partes, cada parte possui sua própria unidade.
A parte três, que está sendo planejada a um tempo demasiadamente longo, é muito especial para mim. Nela, muitos dos meus personagens mais queridos aparecem pela primeira vez, como Jonatas e Janaína. Além disso, nela eu pude explorar mais certos aspectos emocionais da Lô e do Cadu, principalmente porque eles demoram a digerir os acontecimentos da parte anterior. Isso sem contar uma maior participação do Diego (ou Diogo, às vezes eu fico na dúvida sobre qual nome combina mais com ele).
Não sei quando começarei a parte quatro. Começar é sempre gostoso, dá aquela sensação de desafio, vontade de fazer bem feito... Mas começar de novo significa deixar o término cada vez mais complexo.
Sobre a Bianca...
Quinta-feira, Agosto 16, 2007A Bianca é uma aluna de Des da Xa (Escola de Desvilazol) e, por estar longe do IEMA, sua história acaba tendo pouco espaço no livro. Ela é uma menina muito tímida, não muito alta, ligeiramente acima do peso, de pele muito branca e loira.
Bianca representa um mundo novo para os alunos do IEMA e Lorena vai aprender muito com o que ela tem a ensinar. Extremamente sensível e perspicaz, ela faz com que sua pequena passagem pela vida das pessoas seja repleta de momentos inesquecíveis. Não exatamente momentos marcados pela diversão, mas pela reflexão, pela arte e pelo amor.
Além de estudar, Bianca também se dedica a pintura e é através de sua arte que ela extravasa toda o belo sentimento que possui dentro de si.
Sobre as salas de aula...
Sexta-feira, Julho 13, 2007O IEMA possui um enorme número de salas de aula. Essas salas estão dispostas em ordem crescente (não necessariamente muito ordenada) a partir do segundo andar.
Não há salas no andar térreo (salão, armários, sala dos estudantes, sala dos professores, corredor dos doze, dormitórios, acesso para outros andares, biblioteca, diretoria, secretaria, sala de ensaios e cozinhas) e no primeiro andar (dormitórios, biblioteca, dispensa, estoques, vão central com vista para o salão).
Algumas salas podem ocupar mais de um andar. Outras podem ter conexões com as vizinhas. Grande parte será maior do que aparenta, embora algumas sejam menores. As proporções, aliás, dão um grande trabalho a todos os que tentam desenhar uma planta do prédio, embora essa tarefa não seja de todo impossível.
As salas são bem ventiladas e iluminadas, embora não haja janelas no prédio. Além disso, cada professor decide sobre a decoração e a maneira como o espaço da sala será ocupado.
Há também um número mínimo de dois laboratórios por andar. Todos os laboratórios são grandes e possuem uma parede divisória.
